Aumento no prazo de análises do Exército para blindagem veicular gera alerta no setor

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Prazo para blindagem veicular chega a 15 dias em análises do Exército Brasileiro

Prazo atual para emissão de autorizações junto à 2ª Região Militar é de 15 dias corridos; Abrablin busca diálogo com as Forças Armadas e orienta empresas e clientes sobre impactos nas entregas

A Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin) emitiu um alerta aos seus associados e ao mercado automotivo sobre o aumento expressivo nos prazos para a análise e liberação de processos de blindagem veicular junto à 2ª Região Militar do Exército Brasileiro. Desde agosto, o tempo médio para a emissão dos documentos obrigatórios passou de 7 para até 15 dias corridos — um contraste com o início do ano, quando a liberação chegava a ocorrer em apenas dois dias.

O processo de regulamentação exige duas etapas documentais imprescindíveis junto ao Exército: a Autorização para Blindagem (AT), necessária para o início da instalação do material de proteção, e a Declaração de Blindagem (DB), documento indispensável para a entrega do veículo finalizado ao comprador. Pela regra vigente, nenhum veículo pode ter o serviço iniciado sem a AT ou circular ou ser entregue sem a DB.

Além do estiramento dos prazos regulares, a Abrablin aponta um gargalo operacional: qualquer exigência documental ou pendência apontada pelos fiscais faz com que o processo retorne ao final da fila de análise, adicionando mais 15 dias corridos ao tempo total. Empresas do setor têm relatado casos de reanálise de processos já concluídos, incluindo a exigência de atualização de atos constitutivos e até o cancelamento imprevisto de ATs e DBs já concedidas.

“Diante do cenário de atrasos, intensificamos as tratativas institucionais, solicitando reuniões formais, chamados e protocolos de ofícios junto à 2ª Região Militar”, destaca Andreia Canassa, presidente da Abrablin.

Andreia ressalta que entre as principais demandas apresentadas pela associação estão a análise célere dos processos referentes a veículos destinados aos Órgãos de Segurança Pública (OSOP), a abertura de um canal prioritário de revisão para processos que apresentem pequenas inconsistências documentais e o alinhamento de fluxos operacionais para restaurar os prazos médios praticados no primeiro semestre.

“Enquanto aguardamos retornos, para mitigar os impactos nas linhas de produção e no atendimento final, orientamos as empresas blindadoras a alinharem a comunicação com os clientes, prevendo novos prazos de entrega no momento do fechamento do contrato. Diante da ampliação dos prazos, também reforçamos a importância de uma checagem rigorosa da documentação societária antes da submissão aos sistemas do Exército, evitando o refazimento de etapas”, afirma Andreia.

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